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Tecnologia & legislação x Mercado de Trabalho

Domênico De Masi em seu livro O ÓCIO CRIATIVO, já previa que o avanço da tecnologia permitiria que a humanidade se libertasse de tanto trabalho e aproveitasse melhor o tempo livre, no que chamou de economia do ócio. Radical, O Ócio Criativo sugere uma redução drástica na jornada de trabalho, o fim do excesso de procedimentos nas companhias e defendia com ardor o trabalho a distância.

Em resumo, haveria uma drástica redução do emprego e de como era executado na época do lançamento da obra, mais precisamente no ano 2000. Entendia ainda que o trabalho e lazer devessem ocorrer de forma simultânea.

Independentemente de como deva ser considerado, o emprego formal como conheceram as gerações passadas, em muito já se descaracterizou para o que é hoje, bem como o que passará a ser no futuro próximo.

De certa forma as previsões o autor estavam corretas, entretanto, o que preocupa atualmente é a forte ameaça de que não teremos empregos para todos.

Exemplo disto são o uso de robôs industriais e a automação integral nas linhas de produção, que chegam a substituir 20 a 30 operários por apenas um, e é realidade em diversos países, inclusive no Brasil.

Se por um lado os impactos da evolução tecnológica afetam diretamente a destruição de postos de trabalho, sejam nos países desenvolvidos ou no Brasil, as reformas recentemente aprovadas na legislação trabalhista, trazem uma expectativa de geração de novos postos de trabalho.

O fato é que, mesmo com as flexibilizações, sejam estas de jornadas, frequência semanal e até mesmo de local da execução do trabalho em virtude ao tele trabalho, estima-se a extinção de 7,1 milhões de postos de trabalho e a geração de apenas 2,1 milhões de novos cargos*, acredito que, mais especificamente para profissionais de áreas relacionadas à tecnologia da informação.

Apesar de trabalho e emprego serem questões ligadas ao ofício, na prática, é completamente diferente, enquanto o emprego é visto apenas como uma fonte de renda, o trabalho engloba outras questões como realização profissional e estilo de vida, fatores tais como tecnologia e legislação, exercem forte influencia em sua geração ou eliminação.

Um outro fator representativo é que nem todos os empregos serão afetados. O site americano “Will Robots Take My Job” publicou artigo em 2013, de autoria de Carl Frey e Michael Osborne, que analisaram mais de 700 profissões e calcularam a possibilidade de que elas sejam automatizadas nos próximos anos, com o avanço da tecnologia. Utilizando apenas alguns exemplos, concluíram que os taxistas e motoristas particulares têm 89% de chance de serem substituídos, os caixas de supermercado, 97%, operadores de telemarketing, relojoeiros e costureiras manuais, 99%. Na outra extremidade, a profissão de terapeuta recreativo, que executa atividades com pacientes de hospitais e casas de repouso, tem apenas 0,28% de probabilidade de ser automatizada.  O empreendedorismo, atividades de cuidados pessoais e ainda o trabalho informal  também poderão contribuir para a redução do desemprego.

Diante a este cenário, resta-nos perpetuarmos em nossos estudos visto que, indiscutivelmente, a capacidade analítica de um profissional conta muito, principalmente quando estamos a cada dia mais inseridos na era tecnológica.

Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia-pode-acabar-com-5-milhoes-de-empregos-no-mundo-ate-2020-18498564#ixzz4wjQgpocw
Carlos Prado Consultor RH e Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas FIA – USP.

 

 

 

 

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