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Rede de relacionamentos: como funciona na transição de carreira?

Rede de relacionamentos

Todos sabemos da importância da rede de relacionamentos em nossa vida profissional. Muito se fala sobre networking e sobre a manutenção dessa rede principalmente quando estamos em busca de uma nova colocação no mercado de trabalho.

O que poucos comentam é sobre como essa rede pode nos ajudar quando pensamos numa transição de carreira.

Mudar de carreira implica numa mudança de identidade profissional e, como qualquer mudança exige uma dose de coragem e determinação para enfrentar os desafios e os momentos de dúvida e insegurança que com certeza aparecerão.

Neste momento, como nossa rede de relacionamentos pode nos ajudar?

Dependendo de como essa rede está constituída ela pode até nos atrapalhar. Está surpreso? Pense em quantas vezes você pensou em fazer alguma mudança em sua vida pessoal e profissional e ouviu as seguintes perguntas: Você está louco? Vai trocar o certo pelo incerto? E se não der certo? Já pensou na sua família?

Por que isto acontece?

Em geral, tendemos a ter em nossa rede de relacionamentos pessoas que fazem parte do nosso ambiente profissional, que trabalham na mesma área, além de amigos e familiares.

Claro que estas pessoas estão preocupadas e querem que tomemos as melhores decisões, mas por outro lado, estão envolvidas emocionalmente conosco e temem que tenhamos prejuízos e perdas em nossas escolhas.

Por outro lado, existe outro aspecto, na maior parte das vezes inconsciente. Em geral as pessoas preferem lidar com o conhecido e qualquer mudança das pessoas à sua volta pode gerar sentimentos de insegurança, de perda e até mesmo incômodo dependendo de como cada uma delas está lidando com suas próprias questões de vida e carreira.

Hermínia Hibarra em seu livro “Identidade de Carreira”, cita os estudos de um sociólogo de Harvard, Mark Granovetter, que confirmaram que a maioria das pessoas encontra empregos por meio de contatos pessoais mas o que surpreendeu foi que esses contatos não eram amigos, familiares, nem colegas de trabalho. Eram conhecidos distantes, pessoas com quem temos contatos ocasionais, o que ele chama de “ligações fracas”.

Pessoas que constituem nossos “laços fracos” não estão envolvidas emocionalmente conosco e não serão impactadas por nossa mudança de identidade, portanto tendem a ser mais neutras em suas opiniões e mais abertas a indicar novas alternativas para nossas carreiras.

Ainda segundo Hermínia Hibarra, “nossos contatos mais próximos não só nos impedem de ver o novo como nos amarram às antigas identidades…mesmo sem querer, amigos e familiares nos rotulam…pior que isso, temem nossas mudanças”.

Em minha experiência como Coach de Carreira tenho visto isso com frequência. Muitas vezes a pessoa toma uma decisão de mudança de carreira e, no intervalo entre uma sessão e outra, voltam inseguras por terem conversando com amigos e familiares que só apontaram os problemas e dificuldades que encontrariam nessa mudança.

Portanto, se você quer ter uma visão mais ampla de suas possibilidades de carreira procure pessoas que possam te dar uma nova perspectiva e adotar uma posição neutra e isenta de envolvimento emocional. Estas pessoas poderão te apoiar, incentivar e propiciar um sentimento de segurança e confiança que você está precisando neste momento para ousar novas experiências.

Não se deixe abalar pela opinião das pessoas mais próximas que, apesar de bem intencionadas, tendem a temer os impactos que essas mudanças podem ter sobre elas mesmas.

Quer ler mais sobre esse tema acesse:

Networking – Construindo Relacionamento (http://questaodecoaching.com.br/2013/07/22/networking-contruindo-relacionamentos/)

Networking Sustentável  (http://questaodecoaching.com.br/2014/05/02/networking-sustentavel/ )

Resenha – Identidade de Carreira (http://questaodecoaching.com.br/2016/01/08/resenha-identidade-de-carreira/)

Conheça nosso serviço de Coaching de Carreira

Um abraço

Clarice Perrone

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