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PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO – ANTAGONISMO OU COMPLEMENTARIEDADE?

Planejamento Execução

Se fossemos obrigados a escolher entre planejamento ou execução, talvez a execução fosse a melhor escolha, pois aí existe a possibilidade de se alcançar algum resultado. O resultado pode não ser o melhor, mas ainda assim é alguma coisa, alguma realização. Bom que na vida real não precisamos fazer esse tipo de escolha. Encontramos pessoas que planejam, planejam e não se arriscam a agir e o contrario também acontece: agir sem nenhum planejamento, o que diminui as chances de acertarmos o alvo de primeira.

Dentro das empresas essa questão é muito relevante, pois o planejamento é considerado mais empolgante e glamouroso enquanto a execução é operacional e sem brilho. Contudo, um planejamento medíocre com uma execução primorosa pode dar resultado, já um ótimo planejamento sem uma execução competente é insucesso na certa.

Um executivo de sucesso deve necessariamente ser um bom executor, a capacidade de fazer acontecer faz muita diferença para o sucesso nos negócios.

Segundo Ram Charan autor do livro Execução em coautoria com Larry Bossidy, “10% a 20% dos resultados se devem à estratégia e todo o restante depende de uma execução superior”. Ainda de acordo com os autores citados acima, nenhuma estratégia que valha a pena pode ser planejada sem levar em conta a habilidade da organização em executá-la.

O fato do planejamento ser responsável por 20% dos resultados não implica na possibilidade de eliminação dessa etapa e que os 80% restantes ainda possam dar os mesmos resultados sem a estratégia previamente definida. Ter um plano abre caminho para uma execução primorosa. O segredo é o equilíbrio do tempo investido nas duas etapas. Ter flexibilidade para fazer acertos no planejamento enquanto a execução está em curso, também é importante, pois frente a uma realidade mutante, não podemos lidar de forma rígida com o que foi planejado.

Dentro das organizações existem três níveis hierárquicos que, se bem definidos e cada um assumindo seus papeis de forma completa, fazem com que essa equação entre o planejamento e a execução funcione de forma harmônica:

Nível Estratégico – é o nível mais alto na hierarquia, incluindo Presidente e Diretores que decidem os rumos da empresa, missão, visão e a estratégia global de todos os temas que afetam a empresa.

Nível Tático – inclui Gerentes e demais líderes de áreas específicas, que tem a responsabilidade de implementar a estratégia definida no nível acima, em sua área de atuação.

Nível Operacional – inclui Supervisores ou Coordenadores que estão focados em tarefas no curto prazo, devem seguir as diretrizes definidas no nível tático e motivar seus funcionários da linha de frente a executar com qualidade.

O estrategista é aquele que orienta a organização analisando o ambiente presente e futuro definindo o caminho a ser percorrido para atingimento dos resultados almejados. Já o executor , segundo Ran Charam e Larry Bossidy, deve apresentar sete comportamentos essenciais que apoiam a execução:

  • Conhecer seu pessoal e sua empresa: os líderes tem que viver sua empresa. O líder deve estar onde a ação acontece, pois é isso que lhe dará o conhecimento de que precisa para executar;
  • Investir no realismo: esconder os erros, encobrir a falta de resultados ou evitar confrontações, não leva a nada;
  • Estabelecer metas e prioridades claras: concentre-se em algumas poucas prioridades claras e que todos possam entender;
  • Concluir o que foi planejado: a falha em dar continuidade às ações é a principal causa da má execução;
  • Recompensar quem fez: se quer que as pessoas produzam resultados específicos, precisa recompensá-las à altura;
  • Ampliar as habilidades das pessoas pela orientação: transmita seus conhecimentos e experiência orientando a próxima geração de líderes;
  • Conhecer a si mesmo: sem firmeza emocional você não pode ser honesto consigo próprio, lidar honestamente com a realidade do negócio ou fazer avaliações francas das pessoas.

                                                                                          “Na estratégia, decisiva é a aplicação.”

                                                                                                       Napoleão Bonaparte

Para ampliar a possibilidade de sucesso nos negócios, uma avaliação da capacidade de execução da empresa deve ser levada em consideração. Elaborar o planejamento estratégico e dosar o tempo investido entre essas duas variáveis, com base na real necessidade do mercado, é aspecto relevante para se obter vantagem competitiva.

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Abraços e até o próximo artigo!

 

Yara Leal de Carvalho

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