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O Mestre

Durante a semana tive a oportunidade de conversar com um amigo que me contava sobre suas dificuldades em alcançar seus objetivos de ser aquilo que realmente desejava. Ele sabia aonde queria chegar, tinha certeza que isto faria dele uma pessoa melhor, mas não entendia exatamente porque suas mudanças não aconteciam, não percebia o que impossibilitava estas transformações. É claro que este processo gerava uma boa dose angústia.

Pois é, muitas vezes numa determina área de nossa vida ou até mesmo em várias delas, já que, com certeza não são independentes, sabemos exatamente aonde queremos chegar, temos claro os resultados que queremos atingir, mas não conseguimos perceber quais são os “como” e “porquês” que impedem nossas conquistas e o nosso desenvolvimento pessoal.

Enquanto este amigo falava de suas aflições me veio à mente um comentário do mestre Michelangelo (1475 – 1564) que quero compartilhar com você:

“Em cada bloco de mármore vejo uma estátua: vejo-a tão claramente como se estivesse na minha frente, moldada e perfeita na pose e no efeito. Tenho apenas de desbastar as paredes brutas que aprisionam a adorável aparição para revelá-la a outros olhos como os meus já a vêem”.

micheMichelangelo

Foi então que lhe propus o exercício de três passos que apresento agora. Da mesma forma que foi muito útil para ele espero que seja uma experiência enriquecedora para você. Não se trata de uma fórmula pronta e definitiva, é, antes de qualquer coisa, uma proposta de roteiro de exercícios que pode auxiliá-lo em determinados momentos ou situações. Sugiro que reserve um tempo para fazê-lo com calma e sozinho.

Primeiro Passo: Imagine que a estátua a ser libertada deste bloco de mármore seja exatamente aquela pessoa que você gostaria de ser para se sentir mais feliz e mais completo. Você será escultor e escultura.

Neste momento você deve estar pensando: “Max, como que eu vou conseguir me visualizar dentro de um bloco de mármore?”. É claro que não temos a genialidade e os dons, alguns diriam a loucura, do grande Mestre, então vamos facilitar o exercício. E se ao invés do Mármore, você, estátua daquilo que quer ser, estivesse aprisionado a um bloco de gelo? Ajudou?

Ótimo! Vamos em frente. Procure pensar em todos os detalhes desta estátua, aparência, postura, expressões faciais, riso. Procure visualizar seus trajes, imaginar os gestos que terá depois, o seu tom de voz. Enfim enriqueça-a com o maior número de características possíveis. Não esqueça você é seu próprio escultor, por isto, demore o tempo que precisar, faça no seu ritmo e do seu jeito até que ela lhe pareça ideal… Não tenha modéstia e nem pressa.

Segundo Passo: Muito bem. Agora chegou à hora de “desbastar as paredes brutas” do gelo. Em outra frase conhecida de Michelangelo ele também se refere a estas paredes brutas como “excessos que não são necessários” Ou seja, representam para nós todos os paradigmas e crenças limitantes que nos impedem de alcançarmos os nossos objetivos.

Pense no seguinte estes excessos são compostos principalmente de quatro fatores básicos:

  • Pensamentos
  • Emoções
  • Valores
  • Atitudes.

Reflita sobre quais, e o quanto, cada um destes fatores está atrapalhando tua estátua de se libertar.

Quais pensamentos te levam a agir sempre da mesma forma….

Quais emoções reprimem tuas mudanças…

Quais são os valores que imobilizam sua caminhada….

Quais atitudes te impedem de obter resultados diferentes e melhores.

Cada descoberta é um pedaço de gelo que se quebra, deixando nosso Herói mais visível até, que aos poucos, esteja totalmente solto e cheio de vida!

Terceiro Passo: Aproveite para admirá-lo por um tempo. Chegou o momento de você fechar os olhos e introjetá-lo por completo em sua mente, guarde e fixe bem esta imagem, depois fique em frente á um espelho e “brinque” de imitar sua postura, gestual, olhar, expressões, voz, risada… Repita isto por alguns dias. Mesmo se no começo pareça forçado, vá em frente, continue, exercite-se quantas vezes você quiser até se sentir totalmente à vontade.

Pronto! Tenha em mente que teu inconsciente é teu grande aliado, ele trabalhará com você e trará todos os recursos internos necessários para sua transformação. Ah! Não se assuste se você passar á perceber várias oportunidades que você não vislumbrava antes. É bem provável que, mas cedo do que possa pensar, aquelas mudanças que você tanto buscava, passem a fazer parte da tua rica identidade.

Boa sorte e até já.

Max Saadia

Psicólogo, com foco em clínica, com cursos de formações em Hipnoterapia Ericksoniana e Programação Neurolinguistica (PNL). Atuação de mais de vinte anos na área clinica como Psicoterapeuta atendendo adolescentes e adultos. Vivencia na área corporativa, desenvolvendo e implantando de projetos de desenvolvimento de pessoas com atividades individuais e em grupos.

  • Malu Sanches

    Gostei muito da entrevista com Lama Zopa, sobre a espiritualidade no trabalho. Há décadas ouvimos falar sobre esse tema mas, infelizmente, muito pouco se é praticado. Destaco o entendimento dele a respeito daquele que leva a espiritualidade nas organizações: “ele é inclusivo e promove em primeiro lugar o bem estar de seus funcionários, não como um método de manipulação para ter mais rendimento e sim, por amor e respeito aos seus colaboradores que também são seres humanos”. Concordo inteiramente com ele. Parabéns pela entrevista!

    • Oi Malú,

      Que bom saber que aprovou a entrevista, nosso encontro com o Monge foi bem legal e muito ilustrativo. Como você destaca o Líder que é espiritualizado faz toda a diferença na forma de lidar com as pessoas e faz isso por convicção e não somente para obter resultados. Continue conosco, adoramos saber como nossas escolhas de temas e entrevistas são recebidos por nossos leitores.
      Bjs,

  • Muito interessante, parabens e obrigado, Max. Creio que a programação neurolinguística é uma ferramenta sensacional, quando bem utilizada, e para isso nada como uma explicação metafórica clara e simples como esta. Valeu! Sugiro divulgar mais amplamente,

    • Olá Xavier,
      Obrigada pela participação. O Max é um dos nossos autores convidados, então iremos encaminhar seu feedback.
      Abs,

    • Max Saadia

      Olá Xavier, Antes de mais nada quero agradecer muito o seu comentário. Que bom você ter identificado a PNL como base do texto. Como você disse a PNL é uma “ferramenta sensacional” quando queremos trabalhar os mecanismos das nossas dinâmicas mentais. Pessoalmente ,assim como você, gosto sempre de frisar que trata-se de uma FERRAMENTA, riquíssima e em muitos casos extremamente eficiente, mas ainda assim só uma ferramenta, as grandes mudanças internas, geradas na maioria das vezes pela ampliação do autoconhecimento, demandam um processo mais aprofundado e mais longo.
      Por isto que, no meu trabalho como psicoterapeuta, muitas vezes utilizo-me dos exercícios como técnicas auxiliares na busca de realinhamentos sociais e individuais do paciente.
      Novamente muito obrigado pelo comentário e um grande abraço.

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