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NOVO EMPREGO! E AGORA?


Depois de uma maratona de entrevistas, do estresse de procurar um novo desafio, você está prestes a iniciar em um novo emprego? Prepare-se para encarar uma fase que envolve adaptação às novas demandas técnicas e profissionais e a integração social, com a nova equipe.

Dizem que é raro termos uma segunda chance de causar uma boa impressão, e geralmente é verdade, o que acaba causando boa parte da tensão do inicio em um novo trabalho.

Começar algo novo exige desapego ao que ficou para trás então direcione o seu olhar para frente e foque todos os seus esforços em iniciar bem essa nova etapa de sua carreira profissional.

Uma das definições para o verbo iniciar é: Sujeitar-se à iniciação: Iniciou-se na ordem rosa-cruz. Eu considero que, assim como começar em uma nova seita espiritual, iniciar em um novo trabalho exige submeter-se a todo um ritual de iniciação. Nas empresas esse ritual não é totalmente explícito, portanto vai exigir de você um cuidado especial.

Trabalhando como consultora dentro de empresas e atendendo profissionais em processo de Coaching, observo que muitos dos erros cometidos pelos novos funcionários são simples de serem evitados. Tudo que vamos realizar na vida é bom que seja precedido de uma reflexão, pois esse cuidado vai garantir menos “ tropeços” e consequentemente mais sucessos. 

Vou enumerar abaixo algumas dicas que podem servir de base para uma reflexão antes de começar em um novo emprego e ajudar a ter uma iniciação mais tranquila e suave. Algumas das informações abaixo estão no livro 60 Verdades para Administrar sua Carreira, de Karen Otazo: 

  • No primeiro dia, apresente-se para cada um dos colegas. Um aperto de mão e um “muito prazer” já é suficiente. 
  • Em hipótese alguma faça qualquer comentário pessoal sobre colegas de trabalho. Você ainda não sabe quem é amigo de quem. E por enquanto, você só sabe que ninguém ainda é seu amigo. 
  • Colete informações práticas:
    • Saber claramente a localização da sua sala e mesa de trabalho, e como chegar a ela a partir das entradas e dos demais locais relevantes.
    • Saber onde estão as saídas e os locais relevantes à sua atividade.
    • Saber onde ficam os banheiros, a copa, o almoxarifado e a copiadora.
    • Saber o seu telefone e ramal, bem como os dos seus principais contatos.
    • Saber seu login e senha.
    • Saber quais manuais ou guias a organização espera que você leia.
    • Saber o nome e cargo do seu chefe e dos demais colegas próximos – anotá-los discretamente.
  • Começar com a corda toda pode lhe causar problemas

Essa atitude pode gerar agitação entre os colegas, desequilíbrio na empresa e desvantagens a logo prazo.

Você precisa causar uma boa impressão sem pisar no calo de ninguém.

Vale a pena investir um tempo prévio em analisar a situação, conversar com as pessoas, ler relatórios … 

  • Feche a boca e não confie em ninguém: quanto menos você falar, mais aprenderá

Nos primeiros dias você deve apenas observar e ouvir, enquanto se expõe o mínimo possível.

Reunir informações de maneira inteligente ajudará você a saber em quem pode confiar e a encontrar estratégias para lidar com aqueles com os quais não tem tanta certeza. 

  • Depois de se mudar, cresça onde você está

Você precisa esquecer seu antigo local de trabalho, o modo como as coisas eram feitas lá, e criar raízes na nova empresa, mostrando lealdade e gratidão. Caso esteja voltando para uma empresa onde já trabalhou, vale a mesma regra, esqueça os velhos tempos e estabeleça vínculos com o novo momento da empresa.

Os recém-chegados precisam conquistar o direito a crítica mostrando que conhecem a empresa primeiro. 

  • Aproprie-se de seu emprego sem pisar em ninguém

Há dois tipos de pessoas com as quais você deve ser especialmente cuidadoso: aquelas que, de algum modo, consideram seu trabalho parte do território delas (ex. alguém que já ocupou o seu cargo) e as diretamente abaixo de você na hierarquia, que podem sentir que sabem mais do que você ou até mesmo terem almejado seu cargo.

Faça-lhes perguntas abertas, resistindo à tentação de dar sua opinião, a menos que peçam. Respeite-as e tenha consideração por seus pontos de vista – o que não significa que você seja obrigado a segui-los. Como recém-chegado, você sempre deve começar a partir do que já se encontra disponível. Antes de fazer qualquer modificação, ouça os outros e seja simpático. 

  • Descubra quem sabe o quê: construa seu círculo de informações

É importante ter fontes de informações dentro e fora da empresa. Essas devem ser pessoas em quem você pode confiar plenamente. 

  • Saiba em quem confiar para não se queimar

A confiança é algo que se desenvolve gradualmente por meio de experiências compartilhadas.

É útil considerar cuidadosamente que tipo de confiança você deve depositar em cada pessoa. (Leia o post – Em Quem você confia? por Liana Westin – 26/11/2011). 

  • Respeite seu chefe: vale a pena fazer as coisas do jeito dele

Um bom relacionamento com seu chefe faz toda a diferença em seu crescimento profissional. Seu chefe pode construir sua reputação ou pode destruí-la completamente.

Não importa o que você pense sobre seu chefe, aja sempre com respeito. Você pode aprender muito com um chefe ruim. É seu papel se adaptar aos métodos de trabalho de seu chefe, e não o contrário.

Lembre-se: Para ser diferente primeiro você tem que provar que sabe ser igual!

Pense nisso e compartilhe suas impressões sobre esse post, quem sabe já passou por alguma situação que pode dividir conosco.

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Abraços.

Yara Leal de Carvalho

www.asdp.com.br

(8) Comments

  1. Raul Guerreiro

    Yara querida, Foi interessante ler hoje tua menção a "iniciação" em termos de espiritualidade (só achei a expressão "seita" não muito exata, pois sugere a ideia de uma "sociedade secreta", ou segregada da realidade que nos rodeia. O impulso social antroposófico, por exemplo, é exatamente o contrário disso. É absolutamente prático e racional, simplesmente com a coragem de considerar o ser humano algo mais do que um macaco amadurecido, ou seja, um ser que combina o material e o espiritual, e apto a tomar em consideração – de maneira científica alargada – a dimensão da espiritualidade inerente a qualquer ser humano. Vai aqui uma dica de leitura de um interessante texto do Instituto EcoSocial, (referência no fim): A espiritualidade no mundo da liderança -- Liderança baseada na espiritualidade possui seguidores espontâneos que enxergam autoridade, não o poder Cada vez mais a espiritualidade deixa de ser um tabu e passa a ser um tema presente na vida das lideranças nas organizações – e aqui já deixamos claro que não devemos confundir com religiosidade. Ao longo da trajetória de crescimento e desenvolvimento do planeta, a ciência pouco a pouco foi substituindo a fé. O Universo passa a direcionar as suas ações para o mundo material, sendo decodificado pelo método científico e, como consequência, muitas vezes se viu a manipulação da realidade. Se transportarmos esse cenário para dentro das organizações, percebemos que também falamos de um organismo vivo. As empresas precisam contar com a mente, o coração e o espírito de seus colaboradores para sobreviver. Os métodos Taylor (repetição de atividades baseada em resultados) e Fayol inspiraram Ford a trazer o conceito homem-hora para o desenvolvimento das atividades na organização. Mas esse modelo, que pressupõe ordem e progresso, coisas organizadas, calculadas, e medidas, não consegue se sustentar por muito tempo. Para tocar corações, espíritos e mentes dos colaboradores, é preciso que a liderança deixe de lado o desejo de exercer o poder para ser servido e, ao invés disso, passe a servir. Isso ocorre quando os líderes adquirem consciência do seu verdadeiro papel na empresa e na sociedade. A inspiração não chega mais através do desafio e do salário, mas de relações verdadeiras, respeitosas, baseadas em valores comuns. As empresas de sucesso entenderam que mente e coração caminham juntos. E as que estão à frente estimulam cada vez mais a consciência de que não viemos ao mundo para nos auto-satisfazer, mas para nos colocarmos a serviço das outras pessoas. Isso é estimular a espiritualidade. Acima do racional e do social, é na dimensão espiritual que aprendemos de fato a conviver com a diversidade, a estimular a liberdade, a esperança, a compaixão, a humildade e o amor genuíno. Significa crer que estamos todos no mundo com um propósito para a realização de algo que transcende o material e dá sentido à vida. Para o incentivo à dimensão espiritual, a liderança precisa compreender que todos nós vivemos conectados na vida e no trabalho. Para tanto, se faz necessário promover atividades que reconectem os profissionais com seus respectivos papéis e responsabilidades, seja consigo mesmo (autoconhecimento) e com o outro (servidão, compreensão e prestatividade). Quando estamos atuando na dimensão espiritual, os problemas individuais são substituídos por soluções coletivas, adotando uma postura mais positiva. Todas as questões das áreas nas organizações são trabalhadas de maneira transparente, fortalecendo o sentimento de pertencimento. As pessoas possuem a necessidade de serem úteis e, portanto, reconhecidas na sua atuação no mundo. Isso significa trocar o falar pelo fazer. Dar exemplo de ação e coragem. Dessa forma, todo esse movimento estimula as pessoas a agirem com liberdade e responsabilidade. Uma liderança baseada na espiritualidade possui seguidores espontâneos que enxergam a autoridade e não o poder. Quando o poder é utilizado, as pessoas agem por “obrigação”, quando a autoridade é manifestada, as pessoas agem por “vontade própria”. Esse é o único meio de contar com o coração, a mente e o espírito dos profissionais. Estamos em uma era em que o papel da liderança significa espontaneamente servir o outro e ajudá-lo a tornar-se o melhor que pode ser. Cabe ao líder servir, incentivar, reconhecer, parabenizar, apoiar as pessoas no entendimento da importância do seu trabalho na vida e nas organizações. Resgatar talentos soterrados por acúmulo de egos ou mesmo desprezados pela perda da autoestima torna-se ação prioritária da liderança espiritualizada. Algumas ações já estão sendo tomadas por líderes que compreenderam a importância e a dimensão do seu papel. Entre elas destacam-se a substituição do ego por uma liderança servidora; ouvir sem julgamentos; admitir abertamente falhas ou limitações; a criação de times baseados em valores comuns, compartilhando e delegando decisões, soluções e questões. E, acima de tudo, valorizando o desenvolvimento das pessoas sem medo de ficar para trás. Não é uma tarefa fácil, isso é verdade. Mas o líder com enfoque espiritual também já entendeu que esse movimento não dá para ser feito sozinho e, por isso, já deu o primeiro passo, que é saber pedir ajuda. Atualmente estes líderes têm buscado apoio de diversas formas e as mais utilizadas e reconhecidas pelos resultados são o coaching individual, os grupos de aprendizagem ou ‘learning groups’, assim como encontros onde identidades, papéis/responsabilidades e visão de processos são construídos de maneira coletiva e conjunta. Afinal, estamos numa era em que as pessoas compram pela motivação que existe na alma e no coração. Reconhecimento e respeito passam a ser as palavras do momento. O preço é avaliado pelo valor que o cliente percebe do seu serviço internamente, na alma, porque o foco é do cliente e não no cliente. Cada vez mais a direção está em trabalhar na percepção, lealdade e confiança nas pessoas e nos valores da empresa. Isso significa capacitar as pessoas para a mudança. Transformar a competência e o planejamento em temas ativos na empresa, onde todos estejam engajados. As ferramentas continuarão a existir. A modernidade continuará avançando na tecnologia, nas informações e inovações, mas o diferencial para sustentar esse avanço será através do desafio de conscientizarmos cada vez mais a liderança para atuar com enfoque espiritual. Do contrário, estaremos incentivando o homem-hora ao invés do homem-espírito. * * * Autora: Katia Soares

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